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Pesquisador destaca que inovação e desafios tecnológicos impulsionam o uso de adjuvantes para garantir eficiência e estabilidade das aplicações aéreas no campo. Foto: Renato Lopes.

A aplicação de produtos fitossanitários por drones tem ganhado destaque no Brasil e no mundo, trazendo inovação e novas possibilidades para o setor. Durante o V Workshop sobre Adjuvantes em Caldas Fitossanitárias, realizado em Ribeirão Preto entre os dias 31 de julho e 1º de agosto, o professor e pesquisador Ulisses Rocha Antuniassi, da Unesp de Botucatu, explicou a importância dos adjuvantes nas pulverizações realizadas por drones e os desafios associados a essa tecnologia.

Para o pesquisador, uma das principais vantagens do uso de drones é a independência que eles proporcionam ao agricultor, que pode realizar a aplicação no momento e da forma desejada, sem depender de intermediários como operadores de máquinas terrestres ou pilotos de aviões. Além disso, os drones multirotores de baixa velocidade possibilitam o uso simultâneo de múltiplas unidades, conferindo maior flexibilidade operacional.

Outro ponto destacado é a capacidade dos drones de acessar áreas de difícil acesso, onde os métodos tradicionais encontram limitações. O professor ressalta que, em regiões com áreas recortadas ou de difícil trânsito para máquinas e equipamentos, o drone atua como uma ferramenta complementar, ampliando as possibilidades de pulverização.

No entanto, a aplicação com drones enfrenta desafios específicos relacionados à tecnologia de aplicação. Drones multirotores normalmente não possuem sistemas de recirculação ou agitação da calda, e o volume aplicado é relativamente baixo, em torno de 10 litros por hectare. Essas condições dificultam a manutenção da estabilidade da mistura no tanque, tornando os adjuvantes fundamentais para garantir a suspensão e viabilidade da calda durante o processo.

Além disso, Ulisses destaca que os adjuvantes desempenham nas pulverizações por drones as mesmas funções que têm nas aplicações convencionais, como melhorar a formação, deposição e retenção das gotas. A indústria química tem se antecipado a essas demandas e já desenvolve adjuvantes específicos para o mercado de drones, uma tendência que cresce em escala global.

Sobre o papel do Workshop sobre Adjuvantes, Ulisses ressalta que eventos setoriais como esse são essenciais para o avanço técnico e o fortalecimento do agro como um todo. Ele destaca que, diferentemente do passado, quando poucos eventos abordavam a tecnologia de aplicação, hoje há espaço para encontros especializados que reúnem profissionais de diversas áreas para troca de conhecimento e inovação.

Em breve, teremos mais informações sobre o tema no E-Nedta.