Inovações em pulverização, como aplicação localizada e uso de adjuvantes, contribuem para sustentabilidade e rentabilidade. Foto: Renato Lopes.
A tecnologia de aplicação vem ganhando cada vez mais protagonismo no agronegócio brasileiro, impulsionada pela busca por maior eficiência no uso de produtos fitossanitários e pela necessidade de reduzir impactos ambientais. O desenvolvimento de soluções mais precisas, capazes de aplicar o produto no alvo correto e na dose adequada, é visto como um dos principais caminhos para unir produtividade e sustentabilidade no campo.
Entre as inovações que vêm transformando as pulverizações agrícolas está a aplicação localizada, técnica que direciona a calda apenas para áreas com presença de plantas daninhas. Essa prática pode ser viabilizada por sensores embarcados, que detectam o alvo em tempo real, ou por meio de mapas produzidos a partir de imagens de satélite ou drones. Além de reduzir desperdícios, a tecnologia diminui custos operacionais e o risco de contaminação ambiental.
O uso de adjuvantes também é parte fundamental dessa evolução. Esses insumos alteram as características físico-químicas da calda, influenciando a formação e deposição das gotas e reduzindo problemas como a deriva — o deslocamento do produto para fora da área-alvo. Quando combinados a pontas adequadas e condições climáticas favoráveis, podem elevar significativamente a eficácia da aplicação.
Para Fabiano Griesang, especialista em tecnologia de aplicação da Jacto, o momento é de integração de soluções. “A aplicação localizada hoje é muito utilizada para plantas daninhas, mas já existem estudos para ampliar essa abordagem no controle de pragas e doenças. Isso deve trazer ganhos expressivos tanto em eficiência quanto em sustentabilidade. O importante é que a tecnologia seja bem compreendida e aplicada de forma correta, aproveitando todo o seu potencial”, afirma.
No Brasil, empresas como a Jacto vêm apostando fortemente em pesquisa e desenvolvimento para levar essas inovações ao campo. A companhia tem investido em pulverizadores com sistemas de detecção e controle inteligentes, ampliando a eficiência e garantindo que o produto chegue ao alvo com menor impacto ambiental.
Fabiano entende que eventos técnicos, como o V Workshop sobre Adjuvantes em Caldas Fitossanitárias, realizado no auditório da Faculdade de Direito da USP de Ribeirão Preto entre os dias 31 de julho e 1º de agosto, têm papel estratégico nesse avanço. “Eles reúnem especialistas, fabricantes e profissionais de campo para discutir as melhores práticas e apresentar tecnologias que, além de elevar a eficiência, ajudam a atender às demandas crescentes por sustentabilidade no agronegócio”, pontua.
Em breve, teremos mais informações sobre o tema no podcast E-Nedta.